quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

E tudo escureceu ...

O jardim era meu refúgio
Lugar que eu buscava para apreciar o luar
E estremecer ao frio da brisa noturna
Até que tudo escureceu
Meus olhos se fecharam
E o medo invadiu meu ser
Quando por fim os olhos abri
Envolta nas trevas me encontrei
Tentei levantar-me
Mas um teto me podavam
Tentei mexer-me
Mas paredes me impediam
Ouvi murmúrios e soluços
Tristeza nas vozes que me recordo
Então tudo ficou evidente para mim
Gritei com toda a força do meu interior
Mas não houve resposta em retorno
Não houve movimento percebido
O silêncio pairava no ar
Então o medo se fez evidente
Arranhei as paredes, arranhei o teto
Arranhei a mim mesma
Senti o sangue quente gotejar
E escorrer pela minha face
Misturado a lágrimas incrédulas
Então, após o desespero e o conformismo
Um estranho topor se apoderou de mim
Meus braços feridos formigavam
Minha cabeça dolorida latejava
Apenas a lembrança de um rosto maldito
E o pensamento de vingança
Pulsavam em minha mente
Aos poucos fui sendo levada pelas trevas
Até que finalmente
Após um solene juramento

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